Câmera mostra o momento do resgate de mulher que morreu em academia de SP Uma câmera de segurança registrou o momento em que a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passa mal após sair da aula de natação na academia C4 Gym, no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, no último sábado (7). Ela faleceu horas no Hospital Santa Helena, em Santo André (vídeo acima). Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, a principal suspeita é a de que a manipulação de produtos químicos dentro do ambiente da piscina coberta tenha provocado a reação na vítima. No registro, é possível ver que Juliana, ainda com trajes de banho, aparece no saguão de entrada da academia e gesticula demonstrando estar com falta de ar. A mulher se senta e passa a ser amparada por outras pessoas. Ao longo do vídeo, outras pessoas com traje de banho começam a aparecer no espaço. Mais de 4 minutos depois, a aluna é levantada com a ajuda de outras pessoas e levada para fora da academia. Neste mesmo momento, o funcionário que manipulou os químicos aparece sem camisa, com um pano no rosto. "O manobrista faz a mistura dos produtos químicos e leva para a piscina", afirmou o delegado durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira. O funcionário suspeito ainda não foi localizado pelos investigadores. Naquele dia, Juliana e o marido, Vinicius Oliveira, participavam de uma aula de natação quando perceberam que a água apresentava odor e gosto anormais. Depois da atividade, os dois passaram mal e avisaram o professor responsável. O Hospital e Maternidade Brasil informou que Vinicius deu entrada na instituição apresentando quadro de insuficiência respiratória, com internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "O paciente se encontra em estado grave, mas estável clinicamente", diz o boletim. Câmera mostra momento do resgate de mulher que morreu após passar mal em aula de natação em SP Reprodução Manipulação de químicos Outras câmeras de segurança da academia mostram um funcionário do local misturando e manipulando químicos dentro do ambiente da piscina, ao lado de alunos que ainda estavam na água. As imagens são de uma área aos fundos da piscina. E as outras mostram a aula anterior à que causou a morte da professora (vídeo abaixo). Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP Segundo o delegado, o manobrista deixou o preparo da mistura ao lado da piscina aguardando o fim da aula para jogar na água. A hipótese é que, como o ambiente é fechado, os gases subiram, e as pessoas tenham se asfixiado. No dia, por volta da 13h20, era a última aula. Então esse rapaz levou o preparo, a mistura, e colocou próximo à piscina pois estava esperando acabar a aula para jogar o produto na água, que estava bastante turva. Mas ele saiu do ambiente. Como era muito fechado, bem claustrofóbico, começaram a exalar os gases e as pessoas foram asfixiadas. Segundo o delegado, o marido da professora percebeu e começou a avisar todo mundo. "Graças ao marido da Juliana, que percebeu rapidamente e começou a pedir para as pessoas deixarem a piscina, foi que outras pessoas não chegaram a falecer", disse. De acordo com a polícia, o espaço onde fica a piscina tem pouca circulação de ar, o que pode ter contribuído para a concentração dos gases. A principal linha investigativa aponta que a mistura teria sido feita em um balde de 20 litros dentro do próprio ambiente da piscina. Outras vítimas passaram mal Segundo o delegado, cinco pessoas foram vítimas da ocorrência. No momento da aula, havia nove alunos na piscina. "O rapaz de 14 anos está internado respirando com auxílio de aparelhos, o próprio marido da Juliana está internado em estado grave, e temos duas vítimas que já tiveram alta e passam bem. São cinco vítimas", disse. Ainda segundo o delegado, a academia funciona há muitos anos no bairro, mas a atual administração é recente. "A academia é bem antiga no bairro, mas a nova administração é recente, tem cerca de dois anos. A empresa não tinha alvará de funcionamento. As instalações elétricas são precárias. Então, tudo isso será apurado no inquérito", afirmou. A Subprefeitura da Vila Prudente informou que a unidade foi lacrada por irregularidades documentais. Segundo o órgão, a academia não tem licença para funcionamento, e as vistorias iniciais apontaram que a segurança é precária. Sobre os relatos, a academia C4 Gym informou, em nota, que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos, que está em contato oferecendo suporte às vítimas e que colabora com as investigações. A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu na Zona Leste de SP após usar piscina de academia. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
Morte em academia em SP: câmera mostra momento em que mulher passa mal em aula de natação em SP
Escrito em 09/02/2026
Câmera mostra o momento do resgate de mulher que morreu em academia de SP Uma câmera de segurança registrou o momento em que a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passa mal após sair da aula de natação na academia C4 Gym, no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, no último sábado (7). Ela faleceu horas no Hospital Santa Helena, em Santo André (vídeo acima). Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, a principal suspeita é a de que a manipulação de produtos químicos dentro do ambiente da piscina coberta tenha provocado a reação na vítima. No registro, é possível ver que Juliana, ainda com trajes de banho, aparece no saguão de entrada da academia e gesticula demonstrando estar com falta de ar. A mulher se senta e passa a ser amparada por outras pessoas. Ao longo do vídeo, outras pessoas com traje de banho começam a aparecer no espaço. Mais de 4 minutos depois, a aluna é levantada com a ajuda de outras pessoas e levada para fora da academia. Neste mesmo momento, o funcionário que manipulou os químicos aparece sem camisa, com um pano no rosto. "O manobrista faz a mistura dos produtos químicos e leva para a piscina", afirmou o delegado durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira. O funcionário suspeito ainda não foi localizado pelos investigadores. Naquele dia, Juliana e o marido, Vinicius Oliveira, participavam de uma aula de natação quando perceberam que a água apresentava odor e gosto anormais. Depois da atividade, os dois passaram mal e avisaram o professor responsável. O Hospital e Maternidade Brasil informou que Vinicius deu entrada na instituição apresentando quadro de insuficiência respiratória, com internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "O paciente se encontra em estado grave, mas estável clinicamente", diz o boletim. Câmera mostra momento do resgate de mulher que morreu após passar mal em aula de natação em SP Reprodução Manipulação de químicos Outras câmeras de segurança da academia mostram um funcionário do local misturando e manipulando químicos dentro do ambiente da piscina, ao lado de alunos que ainda estavam na água. As imagens são de uma área aos fundos da piscina. E as outras mostram a aula anterior à que causou a morte da professora (vídeo abaixo). Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP Segundo o delegado, o manobrista deixou o preparo da mistura ao lado da piscina aguardando o fim da aula para jogar na água. A hipótese é que, como o ambiente é fechado, os gases subiram, e as pessoas tenham se asfixiado. No dia, por volta da 13h20, era a última aula. Então esse rapaz levou o preparo, a mistura, e colocou próximo à piscina pois estava esperando acabar a aula para jogar o produto na água, que estava bastante turva. Mas ele saiu do ambiente. Como era muito fechado, bem claustrofóbico, começaram a exalar os gases e as pessoas foram asfixiadas. Segundo o delegado, o marido da professora percebeu e começou a avisar todo mundo. "Graças ao marido da Juliana, que percebeu rapidamente e começou a pedir para as pessoas deixarem a piscina, foi que outras pessoas não chegaram a falecer", disse. De acordo com a polícia, o espaço onde fica a piscina tem pouca circulação de ar, o que pode ter contribuído para a concentração dos gases. A principal linha investigativa aponta que a mistura teria sido feita em um balde de 20 litros dentro do próprio ambiente da piscina. Outras vítimas passaram mal Segundo o delegado, cinco pessoas foram vítimas da ocorrência. No momento da aula, havia nove alunos na piscina. "O rapaz de 14 anos está internado respirando com auxílio de aparelhos, o próprio marido da Juliana está internado em estado grave, e temos duas vítimas que já tiveram alta e passam bem. São cinco vítimas", disse. Ainda segundo o delegado, a academia funciona há muitos anos no bairro, mas a atual administração é recente. "A academia é bem antiga no bairro, mas a nova administração é recente, tem cerca de dois anos. A empresa não tinha alvará de funcionamento. As instalações elétricas são precárias. Então, tudo isso será apurado no inquérito", afirmou. A Subprefeitura da Vila Prudente informou que a unidade foi lacrada por irregularidades documentais. Segundo o órgão, a academia não tem licença para funcionamento, e as vistorias iniciais apontaram que a segurança é precária. Sobre os relatos, a academia C4 Gym informou, em nota, que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos, que está em contato oferecendo suporte às vítimas e que colabora com as investigações. A professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que morreu na Zona Leste de SP após usar piscina de academia. Montagem/g1/Reprodução/TV Globo


